Senado aprova PEC da Segurança por unanimidade; redução da maioridade penal fica de fora
Foram 73 e 75 votos, sem nenhum contra. Texto muda regras para facções e vai à promulgação. A maioridade penal segue em disputa em propostas separadas.

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O Senado aprovou na terça-feira, 3 de novembro, a PEC da Segurança Pública, uma das maiores mudanças na área em anos. Foram 73 votos no primeiro turno e 75 no segundo, sem nenhum contra. Como já tinha passado pela Câmara, o texto segue para promulgação, sem depender de sanção do presidente.
Atenção para não confundir: o que foi votado ontem foi uma proposta de emenda à Constituição, a PEC 18/2025, e não uma CPI. A CPI do Crime Organizado terminou em abril, sem relatório aprovado.
O que muda
- Sistema Único de Segurança Pública: entra na Constituição, com mais integração entre União, estados e municípios.
- Facções e milícias: cumprimento de pena em presídio de segurança máxima e mais restrições a benefícios, como a progressão de regime.
- Polícias municipais: poderão ser criadas, seguindo critérios de formação, capacidade financeira e fiscalização.
- Polícia Rodoviária Federal: poderá atuar também em ferrovias e hidrovias.
- Dinheiro: fundos da segurança ficam protegidos de bloqueio, e parte do superávit do Fundo Social vai para a área.
- Vítimas: direito a assistência, informação e acesso à Justiça, com atenção especial às mulheres.
E a maioridade penal?
Foi o ponto mais quente. Duas emendas queriam reduzir a idade, e o plenário decidiu, por 38 votos a 36, separá-las do texto. Elas seguem como propostas à parte, e o assunto pode voltar logo. Na Câmara, uma comissão especial também discute o tema.
O que não muda agora
A PEC não cria o Ministério da Segurança Pública. Segundo o Poder360, Lula diz que vai criá-lo por outra medida.
A pergunta da quebrada
Quem vive na favela sabe que segurança não é assunto de Brasília: é a rua, é o filho que chega tarde, é a operação na porta de casa. Nas reportagens que consultamos sobre a votação, não encontramos detalhes sobre controle da atividade policial nem medidas específicas para as periferias. É isso que vale cobrar agora: como essas mudanças vão chegar ao bairro, e quem vai fiscalizar.
Tem algo a dizer sobre a segurança no seu bairro? Conte em A Favela Tem Voz.
Fontes: Agência Senado, Poder360 e O Tempo. Sobre a CPI: Agência Senado.
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