Sem bets, o futebol conta o rombo: Vitória fala em R$ 45 milhões e Flamengo em R$ 430 milhões por ano
Clubes levaram os números ao STF e pedem transição. Do outro lado, o governo fala em famílias endividadas.

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Olhe para a camisa do seu time: até outro dia, era difícil achar um clube grande sem bet no peito. Com a proibição das apostas, os clubes foram ao Supremo Tribunal Federal (STF) contar quanto vão perder.
O baque na Bahia
Representante do Vitória disse na audiência de 3 de novembro que o clube tinha R$ 45 milhões em contratos com bets, cerca de 17% da receita, segundo a CNN Brasil. O contrato foi encerrado depois da medida provisória.
Os números apresentados
- Flamengo: cerca de R$ 430 milhões por ano e 1.200 funcionários afetados
- Fluminense: prejuízo de R$ 200 milhões
- CBF: perda de R$ 420 milhões no ano que vem
- São Paulo: patrocínios equivaliam a cerca de 30% da receita de janeiro a setembro de 2026
- Comitê Olímpico do Brasil: pode perder R$ 130 milhões em repasses em 2027, 20% do orçamento
São números informados pelas próprias entidades na audiência.
O que os clubes pedem
Eles reclamaram do prazo de dez dias para retirar patrocínios e propagandas. A CBF pediu transição até a Copa de 2030. O Grêmio sugeriu proibir os cassinos on-line e manter as apostas esportivas com regras rígidas.
E quem aposta?
O outro lado da conta aparece fora do estádio. O governo levou ao STF dados sobre vício e dívidas, e a Federação Nacional dos Atletas Profissionais de Futebol apontou mais de 88 mil atletas em risco com a crise. O debate é este: como o futebol vai se sustentar sem depender de um dinheiro que, segundo o governo, sai do bolso das famílias.
O STF ainda não decidiu, e o Congresso também analisa a medida.
Fontes: CNN Brasil, Migalhas e JOTA, via Prensa Mercosur.
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